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sábado, 24 de maio de 2008

Sessão de Terapia no filme Sexo Mentiras e Vídeo

Esta sessão de terapia, do filme Sexo, Mentiras e Vídeo distingue-se dos métodos de Freud, tanto do primeiro método, cedo abandonado pelo próprio Freud, a «compressão», como das «associações livres».

Quem está a fazer o nível 3 do IQuest Freud e o inconsciente deve colocar aqui a sua análise, na sessão dos comentários.

Sobre a «compressão» visita esta página com uma banda desenhada:

http://filosofia.com.pt/iquest/freud_inc/compressao.html

Publicado por Manuel Galrinho

6 comentários:

Anónimo disse...

Sobre os métodos psicanalíticos: “compressão” e “associações livres”.
O primeiro, o método da “compressão”, retira o nome do facto de Freud colocar a sua mão na testa do paciente. Este último ia respondendo às inúmeras perguntas efectuadas pelo primeiro. Neste método Freud já não se recorre à hipnose, o paciente encontra-se desperto e o objectivo é fazer com que este se relaxe e concentre para responder às questões colocadas. O paciente encontra-se, deitado num divã e o analista está em contacto directo com o doente. Com esta pressão sobre a testa, o paciente concentrar-se-ia mais facilmente e verbalizaria traumas do passado, fazendo surgir lembranças penosas. Estas tinham origem em acontecimentos na infância, eram, geralmente, de cariz sexual e encontravam-se reprimidas, acabando por produzir neuroses histéricas.
O segundo método, o das “associações livres”, consistia em permitir ao paciente falar e dizer livremente tudo o que lhe viesse à mente, incluindo o expressar das emoções e dos afectos que sentia, sem ter em conta, e sem se preocupar, com o sentido das afirmações que proferia, sem nada omitir. Nestas “sessões” o paciente encontrava-se deitado num divã, permitindo ao paciente relaxar e descontrair, acabando por contar e revelar acontecimentos da sua vida, sonhos, fantasias, colocando (a si próprio) questões. O psicanalista deve escutar, sem grandes interrupções, tentando compreender o paciente e interpretar o que este expressa, mas fazendo e verbalizando algumas “interpretações pertinentes”. Este método pretende fazer despertar na consciência fenómenos inconscientes recalcados. Faz-se um retorno à infância, onde, para Freud, se encontram a origem dos problemas, e se encontram gravados os acontecimentos traumáticos, tentando-se compreender estes acontecimentos, permitindo ao consciente controlar estas recordações traumáticas. O psicanalista terá de lidar e ultrapassar a resistência do paciente face ao que recorda, visto que é causador de sofrimento.
Estes dois métodos, devido ao seu carácter, acabam por evidenciar diferenças em comparação ao método demonstrado no vídeo. No que toca ao método da “compressão”, que é aquele que possui diferenças mais significativas, o paciente possui um papel mais passivo. Em relação ao que é demonstrado no vídeo, o psicanalista deixa de ter um contacto directo com o paciente, não sendo necessária a existência do contacto físico. Existe um diálogo entre médico e doente, mas é muito menos relevante, visto que no método da “compressão”, o paciente irá responder apenas às questões colocadas. É o analista que conduz as sessões. O método da “associação livre” é aquele que possui as maiores semelhanças com o método patente no vídeo. Contudo o ambiente evidenciado neste último, apesar de ser um ambiente mais descontraído e com o objectivo de relaxar o paciente, não é tão demarcado. É pretendido que o paciente possa ter uma atitude de “quotidiano” (a paciente do vídeo encontra-se sentada). Neste o psicanalista possui um carácter um pouco mais presente e activo, em vez de se colocar numa posição mais escondida e secundária (no método das “associações livres” o paciente pode sentir como se estivesse a falar e a discutir consigo próprio, é um processo interno) e interferindo com pequenas intervenções. Coloca-se de frente para o paciente, paciente e analista estão a ter uma conversa, as suas intervenções são mais frequentes e pretendem “dirigir” o que o paciente irá partilhar. O facto do analista do vídeo intervir de forma mais activa e estar no campo de visão da paciente, faz com que em temas e assuntos mais íntimos e “privados”, a paciente se envergonhe e desvie o olhar do analista, acabando por desviar-se do tema.

Anónimo disse...

No princípio Freud recorria ao método de Hipnotismo para curar os seus pacientes. Uma vez que estas sessões de hipnotismo não tinham o resultado que se pretendia, Freud optou pelo método da compressão, que teve o seu início no ano 1892 até 1896. Como objecto de trabalho, Freud utiliza um divã, lugar onde os pacientes podem relaxar. Depois de os pacientes estarem devidamente instalados, Freud fazia pressão na testa dos pacientes com a mão, colocando questionando o paciente. Deste modo o paciente expunha as recordações, pensamentos, medos, receios, experiências do passado que a haviam marcado de um modo negativo. Assim Freud chegou à conclusão que o método da compreensão era fiável porque “investiga” o inconsciente do paciente, então no ano 1896 Freud cria o termo Psicanálise, em vez de técnica de compressão passa a usar as «associações livres». Segundo o que li na banda desenhada, numa das sessões de Freud uma paciente constatou que as perguntas incomodavam os seus pensamentos. Reflectindo sobre isto Freud pode entender que a melhor atitude que um Psicanalista deve ter escutar em vez de pressionar com questões (método das “associações livres” ). Este último método, das “associações livres”, admite que os doentes devem ser livres, expressarem-se livremente sem qualquer tipo de pressão relatando todos os acontecimentos traumáticos no decorrer das suas vidas. Os problemas neuróticos têm origem no inconsciente, facto que o doente desconhece. A censura deixa passar apenas algumas fracções do nosso inconsciente, tudo aquilo que fica retido no nosso inconsciente está recalcado, o que provoca “devaneios obscuros” (devido a perturbações psicológicas que ocorreram na época da infância) num paciente neurótico. Estes “devaneios obscuros” aumentam à medida que o material desagradável surge, isso requer muita paciência da parte do médico. Assim a técnica das “associações livres” tem como objectivo principal levar o paciente a expor os seus pensamentos recalcados para obter alívio.
Após a visualização do filme, observei que a consulta é realizada numa sala de estar vulgar, a paciente está sentada, falando directamente para o Psicanalista, ao contrário do que acontece nos métodos de Freud acima descritos, em que o paciente está deitado num divã e não fala de frente para o médico. No filme o Psicanalista procura, por meio de perguntas descobrir, a obsessão da doente Ann. No diálogo entre o médico e a paciente, o médico recorda que na semana passada a obsessão era por famílias de vítimas de acidentes aéreos, no presente dia a obsessão era outra, em relação ao lixo. Assim, por meio de perguntas o psicanalista chegou à conclusão que Ann tem uma obsessão por algo negativo que não consegue controlar. O método que este médico utiliza é um misto dos dois método de Freud, por uma lado assemelha-se ao método da compressão, pois coloca questões à paciente, por outro lado assemelha-se ao método das “associações livres” pois a paciente tem liberdade para falar do que lhe apetece. Observei também que a paciente tenta fugir a certos assuntos, o que muitas vezes ocorre quando se usa a técnica de “associações livres”.

Anónimo disse...

Sigmund Freud em 1896 abandonou o hipnotismo, actividade conjunta que exercia com Breuer, por considerar que nao era um método adequado para a cura, não se conseguia hipnotizar todos os pacientes e os resultados positivos eram pouco duráveis. Breuer não concordava com a interpretação de Freud, para quem a histeria era de origem sexual. Assim, sozinho, Freud vai desenvolver um método próprio sobre o psiquismo humano e uma técnica terapêutica: a psicanálise. Com este método clínico adopta um conjunto de procedimentos que o permitam trazer ao consciente as causas não conhecidas, inconscientes, dos problemas e conflitos dos pacientes. O psicanalista, na sua prática terapêutica, recorria a algumas técnicas próprias, como o método da "compressão" e o das "associações livres". No método da "compressão", Freud colocava a sua mão na testa do paciente que estava deitado diante de si, sugeria-lhe que descontraísse, e em seguida pedia-lhe para expôr os seus problemas aos mesmo tempo que deixava ideias fluírem espontaneamente à medida que falava, pedindo para relatar essas ideias sem censura, mesmo que as julgasse sem importância. As lembranças reprimidas revelavam quase sempre casos de sedução ou de perseguição sexual por parte de um familiar ou de um adulto. No método das "associações livres", o psicanalista pede ao paciente que diga tudo o que sente e pensa, sem qualquer omissão, mesmo que lhe pareça sem importância, desagradável ou absurdo, sejam acontecimentos da sua vida, sonhos ou fantasias. O terapeuta desperta as recordações, orienta a atenção do paciente em certos sentidos, dá-lhe explicações e observa as reacções de compreensão ou incompreensão que provoca no doente. A chave dos sintomas neuróticos está escondida no inconsciente do doente, este não sabe o que se encontra recalcado no seu inconsciente, e no entanto só ele pode levar o psicanalista à sua descoberta e ao seu alívio. À medida que a informação desagradável for surgindo o paciente tornar-se-á cada cada vez menos capaz de cooperar, e é nesta altura que o psicanalista vai desenvolver um papel mais importante. É no decorrer deste procedimento que se manifestam resistências, desejos, recordações e recalcamentos inconscientes que o terapeuta procurará analisar e interpretar. Como disse anteriormente, para Freud, as neuroses eram quase sempre de origem sexual. No filme "Sexo, mentiras e vídeo" vemos uma mulher numa sessão de psicanálise moderna e com algumas diferenças relativamente às sessões que Freud fazia (referidas em cima). O psicanalista deixa de ter contacto físico com o paciente. Enquanto que no método da "compressão" o doente apenas responde às perguntas que o terapeuta lhe coloca, no vídeo estes criam um diálogo, havendo até alturas em que a própria paciente interroga o psicanalista: "Pois é, mas conhece alguém que ande obcecado porque as coisas são óptimas e felizes?". Contrariamente às sessões de Freud esta paciente não se encontra deitada num divã, encontra-se sentada de frente para o terapeuta, e este apresenta-se mais activo, o que pode criar alguns embaraços à paciente em questões mais íntimas, como se pode ver no vídeo quando a paciente se ri nervosamente e mete as mãos na cara, envergonhada quando o psicanalista traz à baila o tema da masturbação. Quanto às semelhanças pode-se dizer que esta sessão é de algum modo parecida com a de "compressão", pois o paciente responde às questões que o psicanalista lhe faz, de outro modo esta sessão (a do vídeo) é parecida também com o método de "associações livres", no modo em que o paciente fala o lhe vem a cabeça.

Anónimo disse...

Como já se sabe, o principal objecto de estudo de Freud, é a mente humana, nomeadamente o inconsciente sobre o qual fez algumas teorias. Na metodologia de investigação do inconsciente de Freud, destacam-se aqueles mais relevantes para esta tarefa do Iquest, o método da “compressão” e o método das “associações livres”.
No método da compressão, o qual Freud depois acabaria por achar inadequado em alguns pacientes, o psicanalista comprime a testa do doente fazendo-lhe perguntas, e este responde-lhe ainda que possa achar que a resposta não tenha qualquer importância ou seja mesmo absurda. O psicanalista incita a que o analisado diga tudo o que lhe passe pela ideia, mas sempre havendo o diálogo entre os dois.
No método das “associações livres”, o psicanalista pede ao analisado que diga tudo o que sente e pensa, sem qualquer omissão, mesmo que lhe pareça sem importância, desagradável ou absurdo. No entanto, aqui o psicanalista toma um carácter mais passivo, não intervindo tanto nos processos mentais do paciente, deixando que ele diga tudo o que quiser, fazendo o mínimo de perguntas possível. O objectivo deste método é o analista procurar identificar e interpretar desejos, recordações e recalcamentos inconscientes manifestamente resistentes no decorrer deste procedimento.
O método demonstrado no vídeo, é claramente mais moderno e apresenta algumas diferenças com os métodos já referidos. Neste vídeo há um diálogo mais consistente, o analisado responde a perguntas concretas que o analista lhe faz, não divagando o suficiente para dizer as coisas absurdas e sem sentido que, como já referimos, podem ter grande importância. O psicanalista tenta interpretar que problema poderá estar por detrás das respostas do analisado, neste caso da analisada, acabando por concluir que pulsões sexuais são o motivo do desequilíbrio psíquico da paciente.

Anónimo disse...

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