Introdução à Psicanálise
Introdução à Psicanálise - Freud, é um pequeno livro de Michel Haar sobre o livro de Freud com o mesmo nome. O livro de Freud resulta dum conjunto de cursos leccionados de 1915 a 1917, para «um auditório composto por médicos e leigos de ambos os sexos» segundo uma nota à 1.ª edição.
Este post faz parte de um IQuest de Psicologia sobre Freud e o Inconsciente, os alunos que estão a resolver est IQuest deverão colocar no espaço reservado aos comentários o resultado dos seus trabalhos do 1.º nível deste IQuest.
Publicado por Manuel Galrinho
24 comentários:
Na teoria de Freud existem dois grandes princípios: o princípio do inconsciente e o princípio da sexualidade.
Estes dois princípios chocaram contra dois grandes preconceitos, um preconceito intelectual e outro, como afirma o excerto, “estético-moral”. O primeiro é de carácter intelectual porque com a descoberta do inconsciente o homem já não é dominado pela razão, ou seja, a capacidade intelectual, o eu (consciente), de cada um encontra-se “subjugado” ao inconsciente, imensamente mais vasto. Sendo que o inconsciente se encontra fora do controlo do homem, o homem tem de se “submeter” ao inconsciente. Já o segundo é de carácter “estético-moral” porque Freud defende a existência de tendências sexuais, ou libido, que controlam o comportamento, a acção do homem, afirmando quem possui o preconceito, que este não é livre, não tomando decisões “autónomas”. Se é a libido que controla acções que se julgam desprovidas de qualquer intenção subjacente, o homem vê-se despojado da sua moralidade, deixando de ser livre.
Freud conseguiu provar, através da observação de diversas situações, que o inconsciente está por detrás de qualquer fenómeno psíquico, acabando por englobar o próprio consciente. Para pudermos ter “acesso” ao inconsciente temos que olhar para o que escapa à consciência, como os sonhos ou acções, gestos ou, até, palavras que não controlamos (“actos automáticos”). E acabam por revelar intenções e desejos. Freud distingue ainda pré-consciente e inconsciente (apesar de ambos fazerem parte do inconsciente), em que o primeiro se refere a memórias que tendo acontecido há determinado tempo eu posso recordá-las se fizer um esforço para tal ou se entrar em contacto com algo que me faça recordar essas memórias e o segundo refere-se a representações já completamente inacessíveis à consciência (estas representações são controladas por dois impulsos, as pulsões sexuais e as pulsões de conservação do eu). O inconsciente está em permanente tentativa de se tornar consciente. Contudo, se tal acontecesse, se as representações do inconsciente se tornassem conscientes, o inconsciente não existiria. Mas existe o recalcamento, ou seja, o que impede a transformação do inconsciente para o consciente. É necessário que seja feito um equilíbrio, já que todos os elementos recalcados, que continuam a fazer parte do inconsciente, querem aceder ao consciente (é o recalcamento que os impede). Assim, pode-se falar em censura, ou “ideal do eu”, que é o que permite ou não a passagem das representações do inconsciente para o consciente. Como é afirmado no excerto é o “mecanismo de defesa do eu” que se opõe a tendências destabilizadoras provenientes do inconsciente. É portanto um processo que se verifica ligado ao inconsciente.
A teoria de Freud baseia-se em dois princípios, o inconsciente e a sexualidade. Segundo Freud estes princípios "chocaram toda a gente", pois chocaram com dois preconceitos, um intelectual e outro "estético-moral". E porquê?
Em primeiro lugar porque o homem sempre foi reconhecido como um "animal racional", sendo a racionalidade a característica dos pensamentos e actos humanos. Associada à concepção de homem como animal racional está a de homem como um ser liver. "Ora, a existência de um pensamento ou de uma vontade inconscientes faz com que o homem deixe de ser senhor de si próprio", muitos não queriam ver-se como tendo um lado inconsciente que não conheciam nem controlavam, isto provocava-lhes uma grande revolta. Freud não afirma apenas que existe um inconsciente mas que este é muito maior que a consciente. Compara o nosso aparelho psíquico com um iceberg "a parte que emerge representa, talvez ... apenas um décimo da parte imersa", mas também isto não foi aceite por muitos devido aos preconceitos já referidos.
Em segundo lugar porque muitos não queriam aceitar que forças como a sexualidade pudesse estar na origem de do nosso psiquismo e de determinados desequilíbrios mentais. Freud define pulsão como um conceito entre o mental e o psicológico, o representante psíquico dos estímulos originados no organismo e que chegam à mente. Ele sempre se preocupou pois com o estágio dos conhecimentos psicológicos a respeito das pulsões. Estas são forças incontroláveis que determinam as representações inconscientes. Então, como está referido no excerto, "Se forças sexuais subterrâneas inspiram, sem que saibamos, o que julgamos fazer por amizade, por caridade, por desinteresse, não seremos palhaços, joguetes, apenas dotados da consciência ilusória de ser livres?"
Para terminar esta questão tenho a proferir que para Freud a sexualidade não é apenas uma dimensão do psiquismo humano, mas é também e sobretudo o conjunto de processos através dos quais um indivíduo se constitui na sua relação com outros, psiquicamente interiorizados. Freud distingue várias fases na sexualidade infantil, a fase oral, a fase anal-sádica, a fase fálica, a fase de latência e a fase genital. Perturbações no desenvolvimento desta sexualidade infantil podem deixar marcas na personalidade e traumas da infância gerar determinados desequilíbrios como as neuroses.
P.S.: Falta a última parte que enviarei mais tarde :)
Freud, choca toda a gente ao vir negar duas teorias em que todos acreditavam que eram as mais credíveis para explicar as concepções do Homem. Freud afirma que a sexualidade e o inconsciente são as bases da concepção do Homem, o que vai contradizer as teorias de carácter intelectual e a de carácter “estético-moral”.
Antes defendia-se que o Homem estava subordinado pela razão, pela sua capacidade intelectual que lhe foi dada á nascença a estas características chamamos de consciente, pois o Homem é consciente do que faz. Agora com a teoria de Freud, passou-se acreditar que o Homem “actua inconscientemente”, ou seja, o Homem pensa ou age inconscientemente, é um impulso que o Homem não consegue controlar. Freud afirma ao dar o exemplo do iceberg que, o inconsciente é algo que não se vê e que o consome a maior parte do Homem.
O conceito estético-moral, deixa de fazer sentido quando Freud afirma que a sexualidade define os nossos comportamentos e encontra-se na origem do nosso estado psíquico. A sexualidade está associada ao prazer, que tem origem no corpo e que suprime a tensão. A nossa personalidade é “criada” numa sequência de estados psicossexuais: o estádio oral (ocorre logo após o nascimento, e está presente na boca); estádio anal (ocorre dos 12 meses ate aos 3 anos, e está presente na região anal); estádio fálico (ocorre dos 3 aos 6 anos, está presente na região genital); estádio de latência (ocorre dos 6 anos até á puberdade, atenuação da actividade sexual); estádio genital (ocorre a partir da puberdade, localiza-se na zona genital).
Para Freud, era impossível compreender os comportamentos do Homem se só admitíssemos a existência de consciente. O comportamento humano explicasse com o consciente e com o inconsciente. O consciente é constituído por imagens, ideias, pensamentos, o que torna fácil de aceder, já o inconsciente só é acessível através da psicanálise. Mas há materiais inconscientes que não são acessíveis porque foram censurados, exemplo disso é os sonhos, que normalmente surgem codificados, para não nos afectar. Por isso surge o recalcamento, que é um mecanismo de defesa que devolve ao inconsciente os materiais que procuram tornar-se conscientes.
Os princípios da teoria de Freud são: 1º princípio do inconsciente e 2º princípio da sexualidade. Respectivamente, surgiram dois grandes preconceitos face a estes princípios que passo a mencioná-los: 1º preconceito intelectual e 2º preconceito “estético-moral”.
Pode-se explicar o preconceito intelectual com o exemplo dos icebergs. Assim como um iceberg tem apenas um décimo que está á superfície, a outra parte está totalmente imersa, o homem também tem uma parte de si que lhe é ignorada e outra que lhe é conhecida. A parte do homem que não é visível, a parte é ignorada, o inconsciente é que determina as suas motivações. Mas é incompreensível para o homem aceitar isso, por esse factor o homem sofre uma grande frustração. Como está presente excerto do livro de Michel Haar “o orgulho intelectual do homem recebe um duro golpe”.
Em relação ao preconceito moral, segundo Freud a nossa moral, a nossa conduta resulta das tendências sexuais, ou seja de tudo aquilo que é libido. Esta procura instintiva do prazer condiciona-nos de toda a liberdade, capacidade de escolha e de toda a moralidade logo, segunda a teoria de Freud o homem não é livre, nem tem moral para falar.
Segundo a explicação Freud a consciência reside na inconsciência, mesmo que uma seja acessível e outra inacessível, respectivamente. O inconsciente está relacionado com a memória, com aquilo que conseguimos reter, quer seja imagens, ou ideias do passado. Todas estas imagens e ideias (representações inconscientes) estão pouco nítidas nosso consciente, pois deve-se simples facto de o inconsciente forçar uma barra para passar para o lado do consciente, mas apenas pequenas fracções do inconsciente conseguem ultrapassar essa barra. Esta barra que se opõe chama-se recalcamento. Relacionado com o recalcamento surge a censura que esta tem como função “inspeccionar” todas as representações inconsciente. A censura age como “mecanismo de defesa do eu” , a censura actua de modo a não deixar passar representações perigosas, desordenadas, exigentes para o consciente visando-o proteger.
Terceira questão do primeiro nível:
Freud distingue pré-consciente e inconsciente, pré-consciente é uma parte que pode tornar-se consciente com facilidade. As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do pré-consciente. Estas podem incluir lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, nossos alimentos favoritos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências passadas. O pré-consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar as suas funções.
Segundo Freud, em cada um de nós "existe material" que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido, mas não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afectam a consciência, mas apenas indirectamente. Aprendemos pela experiência que os processos mentais inconscientes são em si mesmos intemporais.
O inconsciente é uma zona de difícil acesso, apenas o conhecemos através de sonhos, actos falhos e atitudes impensadas, isto porque existe o recalcamento, um processo que mantem no inconsciente o que não deve vir à conciência, sendo a censura o que permite essa não passagem de informação, ideias ou sentimentos ( que se por acaso escapar para o lado consciente pode originar neuroses). "Ela é o mecanismo de defesa do eu".
1.
Os princípios da teoria de Freud, que chocaram contra dois grandes preconceitos são os do inconsciente e da sexualidade.
2.
Um dos preconceitos é o intelectual e o outro é um preconceito estético-moral. Na teoria de Freud, o princípio do inconsciente choca com o preconceito intelectual, que, segundo este, o ser humano tem consciência das suas acções e controla o seu pensamento. Sendo que no princípio do inconsciente Freud admite que há uma zona do psiquismo humano constituída por desejos, pulsões, tendências e recordações recalcadas, fundamentalmente de carácter sexual, zona esta que não é possível ser controlada, este princípio surge contra o preconceito intelectual que afirma que o ser humano é racional e que através da introspecção conheceria o fundamental de si próprio. O princípio da sexualidade vai contra o preconceito estético-moral, pois ao afirmar que o essencial da energia que anima a nossa conduta, provém de tendências sexuais, estaríamos a privar-nos da nossa liberdade, da nossa capacidade de escolha e assim de toda a moralidade.
3.
Freud apresenta em dois momentos duas interpretações do psiquismo humano. Freud distingue no nosso psiquismo instâncias, isto é, estruturas organizadas que incluem sistemas. Na primeira recorre à imagem do icebergue: o consciente corresponde à parte visível, enquanto o inconsciente corresponde à parte invisível, submersa do icebergue. O inconsciente é uma zona do psiquismo muito maior por comparação com o consciente e exerce uma forte influência no comportamento. Ao consciente, constituído por imagens, ideias, recordações, pensamentos, é possível aceder através da introspecção. Os materiais inconscientes, que não são acessíveis através da auto-análise, tendem a tornar-se conscientes. Contudo, há uma censura que impede este acesso às pulsões e desejos inconscientes, recalcando-os. O recalcamento é um mecanismo de defesa que devolve ao inconsciente os materiais que procuram tornar-se conscientes.
Os princípios de Freud que chocaram contra dois grandes preconceitos são o inconsciente e a sexualidade.
O primeiro preconceito, relacionado com a descoberta de Freud de uma zona no ser humano não controlada por si próprio – o inconsciente -, é-lo por isso mesmo: por “fugir” à força da razão humana. Desde os tempos de Platão que o Homem é tido como sendo um “animal racional”, que, apesar dos seus desejos, vontades e pulsões, consegue discernir conscientemente o que quer e não para a sua vida, avaliar concretamente o porquê dos seus actos, a sua origem. E esta teoria Freudiana retira à capacidade humana esse poder sobre si próprio. Como afirma Michel Haar, “O homem já não é senhor do eu”. O inconsciente, onde residem os nossos desejos mais profundos – e, principalmente, tensões sexuais (libido) – é algo escondido em alguma parte de nós e inacessível a todos. Isto é pois fonte de preconceito pois “atira ao nosso orgulho intelectual um duro golpe”.
O segundo preconceito prende-se com o facto de, grosso modo, o que está no nosso inconsciente ser de origem sexual. Como justificar que o Homem, pois animal racional, esteja submetido a desejos de carácter sexual? Como dotado de estruturas mentais lógicas, de capacidade de raciocínio, parece de espantar que se sobreponham à razão então estas vontades “animalescas”, muitas das quais imperceptíveis ao próprio ser humano.
É pois a perda do poder da razão e da lógica humana, então submetidas para outras “duas forças” (inconsciente e, dentro dele, a libido) superiores ao próprio homem, que causam tanto choque e preconceito.
A Psicologia teve, durante muito tempo, como objecto de estudo, o consciente. Ora, quando Freud se insurge com uma nova teoria que vai contra tudo até então acreditado, despoletou, obviamente, ondas de choque e preconceito. Esta sua nova teoria tem por base a existência de duas partes do “eu” humano: o consciente e o inconsciente. No segundo, constaria tudo quanto diz respeito à própria pessoa: os seus desejos, vontades, ideias mais profundas e obscuras, e, também e principalmente, as de carácter sexual (tensões sexuais/libido). E tanto esta zona – inconsciente – como as forças sexuais, seriam intrínsecas a nós, fazendo parte de quem somos desde o início da nossa vida. De notar, que a sexualidade nas crianças não se relaciona logo com os órgãos sexuais, mas com outras partes corporais que se vão ligando fisicamente, havendo então uma relação estímulo-resposta. Mas nem sempre a resposta se manifesta. E é precisamente nestes casos que surge o recalcamento – nos desejos suprimidos, nas expectativas goradas, no que não se concretiza. O recalcamento fica na zona inconsciente do homem, não tendo conhecimento pois deste de forma consciente. E isto porque a consciencialização do homem destas memórias poderia perturbá-lo, agitá-lo psicologicamente de forma tal que o modificasse, modificasse a sua maneira de pensar e de agir. Aliás, é difícil prever o que aconteceria exactamente num caso destes, pois tudo quanto está no inconsciente é protegido por outro força superior a nós, presente no próprio inconsciente, que bloqueia a passagem do que foi recalcado para a zona consciente do homem – a censura. Esta funciona como, tomemos o exemplo, um guarda que, na porta de uma casa, permite ou não a passagem de determinado tipo de pessoas. Neste caso específico, de informação. De informação relativa a nós, que nos diz respeito e que, no entanto, dificilmente chegaremos a conhecer, por nosso próprio bem.
Segundo a teoria de freud existem dois princípios base,o princípio do inconsciente e o princípio da sexualidade. Estes dois princípios vieram de certa forma contra dois grandes preconceitos o primeiro de ordem intelectual relacionado com o inconsciente e outro “estético-moral” relacionado com a sexualidade.
Podemos falar destes princípios base,ou descobertas de freud tal como indica micheal haar no seu livro “introdução á psicanálise-freud” como um atentado á imagem tradicional do homem, o que provocou contestação e repulsa. Numa pequena analise ,é perceptivel que o primeiro princípio base do inconsciente afecta outros princípios de cariz intelectual,uma vez que o homem desde sempre considerado como “animal racional” ,vê agora o seu domínio sobre a razão e as suas capacidades intelectuais postas em causa ,ou seja, segundo freud o consciente encontra-se subjugado ao inconsciente, um mundo em vários aspectos bastante mais vasto. Desta forma não é de admirar que o homem se sinta incomodado ao pensar que não é dono do seu eu,porque se existem pensamentos,desejos ou atitudes impulsionados e sugeridos pelo inconsciente, então significa que existe uma grande parte do seu eu que o homem desconhece , e que está perante um universo pessoal muito mais profundo que o consciente,o inconsciente impossivel de dominar.
O segundo princípio base de freud,baseia-se na defesa de uma sexualidade,ou aquilo a que freud chama libido, como a energia que comanda a nossa conduta, as nossas acções. Este princípio foi fortemente repugnado ,pois para quem possui o preconceito significa uma privação da liberdade,da nossa capacidade de escolha,e de toda a nossa moralidade.
Freud,para elaborar as suas concepções e organizar descobertas recorreu á observação das suas experiências clínicas, e recolheu muitos dados junto dos seus doentes, e o que conseguiu provar foi que o inconsciente está associado a todo e qualquer tipo de fenómeno psíquico o que faz com que o consciente esteja directamente dependente do inconsciente. Assim recorrendo á imagem do iceberg afirmou que o consciente corresponde á parte visível,enquanto o inconsciente corresponde á parte invisível submersa do iceberg.
O inconsciente é portante uma zona psiquica muito maior em compração com o consciente e exerce uma enorme influência no comportamento humano. O consciente é constituido por imagens, recordações, ideias, aprendizagens ,e todas as suas componentes são acessiveis através da introspecção, o que acontece com o inconsciente é que todas as suas componentes só têm possivel acesso através da auto-análise e mesmo assim nem todas porque na tentativa de se tornarem conscientes passam por um processo ao qual se dá o nome de censura ,um mecanismo de defesa que não permite aos materiais inconsciente tornarem-se conscientes.
O inconsciente está permanentemente a tentar tornar-se consciente, e por isso freud distingue pré-consciente de inconsciente, o primeiro refere-se a memórias que podendo ter acontecido a algum tempo são recuperáveis se houver um esforço para isso ou se por alguma eventualidade nos voltarmos a lembrar delas, o segundo refere-se a memórias completamente inacessíveis ao consciente.Nesta tentativa do inconsciente se tornar consciente, passando pelo processo de censura, que é o que permite a passagem ou não das represetações para o consciente, existem alguns factores que ficam recalcados e que vão influenciar em larga escala alguns dos nossos comportamentos. Este não é nada mais nada menos que um “mecanismo de defesa do eu” que nos protege de representações que nos podiam fortemente destabilizar .
Os dois grandes princípios de Freud são o do inconsciente e o da sexualidade. O primeiro colidiu com um preconceito ao nível do intelectual. É normal que esta teoria/princípio de Freud choque as pessoas, visto que, desde Platão, o homem foi sempre considerado um ser 100% racional. Era dono de si, das suas vontades, desejos e emoções. Tornou o homem um ser incapaz de se controlar, “a existência de um pensamento ou de uma vontade inconscientes faz com que o homem deixe de ser senhor de si próprio”. Foi dificilmente aceite, porque era um campo dificílimo de estudar e explicar, e também, por ser demasiado vasto, Freud faz a comparação da parte imergente de um iceberg ao inconsciente.
O segundo princípio foi sem dúvida algo nunca falado anteriormente, e foi portanto, conturbador, ridicularizado (chegaram mesmo a cuspir-lhe para a cara) e insultuoso. Freud justifica certos sintomas dos seus doentes com traumas sexuais remetentes a experiências perturbadoras na infância e que foram posteriormente recalcados no, já nada aceite, inconsciente. Não era de esperar outra reacção do público, uma pessoa que explica doenças psicológicas com traumas sexuais infantis só pode ser louca! Por estas razões se diz quem colide com o preconceito “estético-moral”.
“O inconsciente é o próprio psiquismo” com esta transcrição pode-se ver a importância dada por Freud ao inconsciente.
Nem todo o pensamento é inconsciente, mas chega-se à conclusão que para chegar à consciência tem que passar primeiramente pelo inconsciente. Freud faz a comparação com um círculo maior (inconsciente) quem engloba um círculo mais pequeno (consciente). Isto porque o inconsciente está relacionado com a memória e tudo aquilo que lá está colocado (imagens, ideias, etc.). Estas representações do inconsciente têm a tendência para serem levadas, pelo seu próprio dinamismo, para a consciência. Como podemos constatar, a cara de uma certa pessoa não está perfeitamente desenhada na nossa mente consciente, está pouco nítida. Freud explica isto com uma força que se opõe à passagem anteriormente referida, denominada recalcamento, que establece o equilíbrio no organismo da pessoa.
Para tornar o mecanismo do recalcamento mais perfeito, Freud pressupõe um segundo mecanismo de controlo, a censura. Esta tem como função deixar ou não passar representações para o consciente. É comparada a um guarda que inspecciona todas as representações do inconsciente e se alguma não lhe agrada, não a deixará passar à consciência. É considerada o “mecanismo de defeso do eu” contra a intrusão de tendências perigosas e demasiado exigentes vindas do inconsciente.
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A grande revolução introduzida por Freud consistiu na afirmação da existência do inconsciente, que seria uma zona do psiquismo humano constituída por pulsões (processo dinâmico que orienta e pressiona o organismo para determinados comportamentos, atitudes e afectos), e da sexualidade, a que a existência de tendências sexuais controlam o comportamento, a acção do homem e este deixa de ser livre e autónomo.
Estes são os princípios de Freud que “chocaram a sociedade” e que chocaram com dois grandes preconceitos: o intelectual e o de “estética moral”.
A nível intelectual porque o homem sabendo da existência de uma parte de si que não controlava, nomeadamente o inconsciente e que esta era mais vasta com a que em facto controlava, o consciente, viu-se a perder a sua razão pela qual era conhecido, o que fez com que este deixasse de ser dono de si pelo que é bastante óbvio o motivo de choque, reconhecer que todos os seus pensamentos e desejos lhe foram submetidos por uma parte si que nem imaginava que existia, ou pelo menos ignorava, como diz o próprio Freud o “orgulho intelectual do homem recebeu um grande golpe”.
O de “estética moral” porque o homem viu as suas acções serem realizadas por tendências sexuais, ou seja o libido, e apercebeu-se que sendo assim já não era livre, já não tinha poder de escolha, “esmagou” a ilusão que ele tinha de ser livre, ou seja, todas as acções que julgou fazer por amizade, amor, ou por qualquer outro motivos na realidade foram motivados por essas mesmas tendências, privando o mesmo da sua moralidade, visto que esta pensava que fazia as sua acções sem outras intenções e com as tendências sexuais verificou-se que já não era assim.
Freud conseguiu provar, através da observação de diversas situações, que o inconsciente está por detrás de qualquer fenómeno psíquico, acabando por abranger o próprio consciente. Para pudermos alcançarmos o inconsciente temos que olhar para o que escapa à consciência, como os sonhos ou acções, gestos ou, até, palavras que não controlamos, denominadas acções automáticas, podendo revelar certos desejos.
Freud distingue ainda pré-consciente, em que se refere a lembranças em que não estão constantes no nosso consciente mas se fizermos um esforço ou se visualizarmos algo que pertença a esse tempo, podemos em facto lembrarmo-nos e o inconsciente que se refere às informações, as quais a consciência já não tem acesso (estas representações são controladas por dois impulsos, as pulsões sexuais e as pulsões de conservação do eu). O inconsciente está em permanente tentativa de se tornar consciente. Contudo, se tal acontecesse, o inconsciente não existiria, mas existe o recalcamento, ou seja, o que impede a transformação do inconsciente para o consciente. É necessário que seja feito um equilíbrio, já que todos os elementos recalcados, que continuam a fazer parte do inconsciente, querem aceder ao consciente.
É esta necessidade de equilíbrio que faz com que haja uma espécie de censura que permite ou não que as informações passem do inconsciente para o consciente ou não.
Conclusão o recalcamento é uma espécie de censura que impede que os pensamentos recalcados não passem do inconsciente para o consciente relacionando-se assim inconsciente com recalcamento com censura.
1. Os dois princípios são o inconsciente e a sexualidade.
2. O preconceito relacionado com o inconsciente provem da ideia de que o Homem não é senhor de si próprio, isto é, apesar de ser dotado de razão e vontade, há uma parte de si que não consegue controlar, o inconsciente. Este expressa-se através do humor, comportamentos inesperados, lapsos de linguagem ou até por sonhos. O inconsciente origina os pensamentos, os desejos e é bastante maior que a parte consciente (como no exemplo mostrado no texto, o consciente é apenas a “ponta do iceberg”) o que é um facto um pouco inquietante saber que as ideias e os pensamentos que nos surgem são provenientes de uma parte totalmente impenetrável da nossa mente.
O preconceito relacionado com a sexualidade surge porque pensava-se que a infância era uma idade “inocente” e Freud veio contradizê-lo afirmando que é no principio da vida que se começa o longo e complexo período da sexualidade infantil até à sexualidade adulta. Freud, com as suas investigações, descobriu que os pensamentos e desejos reprimidos provinham conflitos de ordem sexual presentes na infância dos indivíduos. Estes conflitos marcaram profundamente a estruturação da personalidade dos indivíduos o encaminha a sexualidade para o centro psíquico, isto é, as nossas acções e vontades.
3. Todo o inconsciente (imagens, ideias, vestígios de memórias) tem tendência a passar, de uma forma dinâmica, para a consciência. Por ventura, há uma força que retém uma parte do psiquismo fora da parte consciente, o recalcamento. Os elementos recalcados, isto é, representações existentes no inconsciente “empurram” continuamente para o lado da consciência enquanto este recalcamento tende a exercer uma contra-pressão com consumo constante de energia para que o equilíbrio entre estas duas forças se mantenha. O recalcamento utiliza a censura para controlar passagens de representações do inconsciente para a consciência. Ela (censura) tanto pode aceitar como rejeitar, as que são aceites são os pensamentos, ideias, desejos… que nós temos, as que são rejeitadas voltam para trás.
Freud solicita a existência de dois grandes princípios: o princípio do inconsciente e o princípio da sexualidade.
Estes dois princípios provocaram choque contra dois grandes preconceitos: um preconceito intelectual e outro “estético-moral”.
O preconceito intelectual está relacionado com a descoberta do inconsciente: o Homem deixa de ser dominado pela razão, o que significa que já não controla totalmente a sua mente pela sua racionalidade. Sendo que o inconsciente se encontra fora do controlo do Homem, este deve estar submetido ao inconsciente, e por vezes controlado pelo mesmo.
O segundo é de carácter “estético-moral” visto que Freud defende a existência de inclinações sexuais que controlam a acção humana, constituindo assim uma afirmação na qual o Homem não é totalmente livre, mas sim conduzido pelas suas tendências sexuais e pelo inconsciente.
Freud provou que o inconsciente é o responsável pelos comportamentos humanos. A prova disso mesmo é a existência dos sonhos inexplicáveis, ou até mesmo dos nossos pensamentos que temos sem saber bem o porquê. Lá no fundo para percebermos o inconsciente, é necessário recorrer ao que não é consciente e ilógico.
Freud faz também uma distinção entre o inconsciente e o pré-consciente. O inconsciente para Freud são as memórias que jamais podem ser recordadas, devido à não consciência desses actos, ou à proibição do nosso conhecimento por parte do consciente. O inconsciente está também em constante tentativa de se tornar consciente, e o facto de isto não ser possível é a existência de um recalcamento. Pensem bem, se o inconsciente se tornasse consciente, o inconsciente existiria? A resposta a esta pergunta é óbvia: não existiria qualquer inconsciente se algo não o impedisse de se tornar consciente. O pré-consciente é como que uma “transe” entre o inconsciente, e o consciente, na qual é possível ter algumas recordações, aquando em contacto com objectos que nos possam relembrar, ou pensamentos mais profundos.
O inconsciente tenta transmitir ao Homem o que o consciente acha incorrecto, funcionando este ultimo como uma censura, ou seja, o Homem só tem presente na sua verdadeira consciência, o que o consciente achar que o Homem deve saber ou tomar conhecimento. Daí estas teorias de Freud se tornarem tão devastadoras para a Humanidade, pelo facto do Homem ser maioritariamente controlado por impulsos sexuais, emoções, e até mesmo por não ter conhecimento dele mesmo na sua totalidade.
Freud, na sua teoria apresenta dois princípios: O princípio do inconsciente e o princípio da sexualidade.
O princípio do inconsciente chocou com o preconceito intelectual. O Homem tem um fundo de animalidade, de paixões obscuras, mas o Homem controla-as pela razão e pela vontade. Segundo Freud o Homem possui um pensamento ou uma vontade inconsciente, que não consegue controlar, além disso, o inconsciente representa um domínio bem mais vasto que o domínio apresentado pelo consciente.
O princípio da sexualidade embateu no preconceito “estético -moral”, porque coloca em causa as relações de moralidade tidas como válidas até aí. Com efeito ao afirmar que a nossa conduta provém do nosso “Libido” (tendências sexuais) significa privar o Homem da sua capacidade de escolha em suma da moralidade assumida até aí. As forças sexuais inspiram o que julgamos fazer por amizade, por caridade e por desinteresse.
O inconsciente é o conjunto dos fenómenos psíquicos inacessíveis à consciência, são as recordações que vêm à nossa mente na altura que as tentamos recordar ou por ela somos interpolados através de algo que a suscita, e é também o conjunto dos hábitos e reflexões.
O inconsciente é verdadeiro e definitivo.
Segundo Freud existe uma força que se opõe à passagem de todo o inconsciente para o consciente, mantendo assim o inconsciente verdadeiro e definitivo. Essa força denomina-se recalcamento.
O recalcamento é a força que é exercida pela censura como “mecanismo de defesa do eu”, ou seja, a censura aceita ou recusa deixar passar as informações do inconsciente para o consciente consoante lhe é agradável ou não essa informação.
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Всем привет!
Недавно перед мной встала задача, куда деть накопишиеся [b]европоддоны[/b], или еще их называют [b]Паллеты[/b],
[b]Поддоны[/b], [b]Европаллет[/b]ы Размеры 800*1200, 1000*1200- Это [u]Тара Пром назначения[/u].
Немного предистории.
Сам я работаю кладовщиком на складе. Нам приходит много продукции на [b]Европоддонах[/b],
товар продаем а поддоны остаются, у нас возник вопрос куда их девать.
Раньше мы их выкидывали.
Потом я узнал, что за поддоны можно получить деньги.
Начал звонить по фирмам везде были цены низкие,
потом знакомые мне подсказали, что в Челябинске есть такая Фирма "[b]Уралсклад[/b]",
около 10 лет на Рынке Промышленной Тары с прекрасной репутацией.
Я нашел их сайт в интернет - [url=http://www.uralsklad.ru]www.uralsklad.ru[/url] и позвонил по тел. +7(351) 233-07-14.
Буквально через час подъехал их представитель, Авто с Логотипом "[url=http://www.uralsklad.ru]Поддоны Челябинск[/url]".
Цены закупочные оказались самые высокие в г. Челябинске.
Все цивилизовано грузчики загрузили [b]Паллеты[/b] ешё и лом поддонов купили, расчитались на месте наличными.
Про другие фирмы я узнавал либо Цены низкие, либо Бракуют много, да и денег от них не дождешься.
Так что если у вас завалялись [b]европоддоны[/b], не торопитесь их выбрасывать, лучше обменяйте их на деньги.
Hello. In a crisis, fell revenue from sales [url=http://rapira-mir.ru]rapira-mir.ru[/url] . Tell my what can be done. Thanks in advance.
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